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Especial: As marcas do futebol
Por Wagner Vilaron (vilaron@lancenet.com.br)

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Que a situação financeira dos clubes de futebol está a anos-luz da ideal, todo mundo sabe. E que o problema não é de hoje, idem. Porém, existe um detalhe nessa história que chama a atenção. Mesmo com tantas dificuldades financeiras, os clubes brasileiros ainda não encontraram a melhor forma de explorar comercialmente seu maior bem, que é sua marca.

Atualmente o que se vê no mercado, sobretudo de licenciamento de produtos, são iniciativas de exploração básicas, triviais, como bolas, bonecos, chaveiros, toalhas, preservativos, entre outros apetrechos que pouco contribuem para resgatar os clubes do atoleiro financeiro no qual se afundam cada dia mais.

Seja pela miopia administrativa de alguns dirigentes, seja pela peculiaridade, nem sempre positiva, do mercado brasileiro, a verdade é que as agremiações apenas engatinham nesse mercado. Apesar de deterem marcas consolidadas, muitas delas centenárias, não conseguem encontrar o caminho para transformá-las em fonte de receita considerável.

Só para se ter idéia, há no mercado estimativa de que, na média, somente 10% da receita anual dos clubes brasileiros sejam provenientes de ganhos com exploração da marca. O grosso ainda vem da venda dos direitos de transmissão para emissoras de televisão e de cotas de patrocínio, respectivamente.

É curioso analisar também o efeito prático dessa situação. Profissionais consultados pelo EsporteBizz dizem acreditar que receitas de TV e patrocinadores acabam "anestesiando" presidentes e diretores de clubes, pois trata-se de valores fixos, o que provoca acomodação na busca por alternativas complementares. A questão, porém, é que tais receitas parecem já ter atingido seu potencial máximo e, mesmo assim, os clubes respiram por aparelhos. Então, seja por consciência profissional, seja por instinto de sobrevivência, mais cedo ou mais tarde a discussão virá à tona.





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